Pierre
Vigne nasceu a 20 de agosto de 1670, na cidade de
Privas, França, numa região fortemente
marcada pelo protestantismo. Logo após seu
nascimento, ele recebe o batismo católico,
já adolescência, talvez num período
de crise, foi tocado por uma forte graça eucarística,
o que o levou a uma vivência mais radical da
fé e à opção pelo Sacerdócio.
Ordenado sacerdote,
dedica-se aos mais pobres, ao bom povo do campo, sempre
sensível às suas muitas necessidades.
Em 1700 ingressa na Congregação dos
Lazaristas, onde recebe uma formação
para a vida comunitária e para missões.
Deixa livremente a Congregação em 1706
ainda mais fortalecido no seu espírito apostólico.
Algumas Mulheres,
atraídas por sua santidade de vida, por sua
humildade e dinamismo apostólico, pedem a Pierre
Vigne que as oriente numa vida de comunidade, onde
possam seguir uma comum Regra de Vida. Discernindo
o apelo do Espírito, Pierre Vigne inicia em
30 de novembro de 1715, na cidade de Boucieu-le-Roi,
a Congregação da Religiosas do SS. Sacramento,
dedicada à adoração de Jesus
presente na Eucaristia e à evangelização.
As Irmãs têm como missão, ontem
como hoje, acompanhar os peregrinos da Viagem do Calvário,
educar as crianças e jovens, ser solidárias
com os doentes e pobres.
Em 1723, Pierre
Vigne associa-se aos Padres do SS. Sacramento, fundados
por Monsenhor d'Authier de Sisgaud. Enriquecerá
mais sua vivência eucarística nos diversos
aspectos da oração, adoração,
comunhão fraterna, partilha, liturgia e dignidade
do sacerdócio. Destas graças recebidas,
fará participar largamente as Irmãs
da Congregação por ele fundada. Ele,
que experimentou os efeitos do sol em suas longas
caminhadas missionárias, bem soube identificar
Jesus como "o Belo Sol da Igreja", por cuja
luz foi sempre fascinado e em quem encontrou toda
força e alegria de sua vida.
Até o fim,
Pe. Vigne dedicou-se às missões rurais.
Aos 70 anos, exausto pelas centenas de pregações,
durante uma missão em Rencurel, no coração
dos Alpes, recebeu o chamado para o grande encontro
com Aquele a quem doou-se inteiramente. Nos últimos
momentos ainda expressou um desejo: "Ah! Se eu
pudesse pregar ainda uma vez, eu faria sentir... a
sede ardente que o Salvador do mundo sentiu quando
expirou para a salvação da humanidade!".